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Resenha: Tithe - Contos de Fadas Modernos (Holly Black)

Empolgante, mas já vi essa formula narrativa antes Holly Black ;)
Tithe - Contos de Fadas Modernos #1
Holly Black
Galera

Sinopse: Kaye é uma menina de 16 anos que leva uma vida bastante atípica. Junto com sua mãe e vive de cidade em cidade enquanto a mãe busca a fama com sua banda de rock. Tanto Kaye quanto Ellen fumam e bebem demais e estão sempre envolvidas com os homens errados. Após ser estranhamente espancada pelo namorado, Ellen e a filha voltam para Nova Jersey, para morar durante algum tempo com a avó da menina. Lá, no lugar onde passou sua infância, Kaye reencontra velhos amigos, tanto seres humanos quanto mitológicos: fadas que a visitavam regularmente e que, depois que ela se tornou adolescente, nunca mais a procuraram, fazendo com que Kaye acabasse por considerar a existência de tais seres como um simples fruto de sua imaginação.

Já na primeira noite em Nova Jersey coisas estranhas começam a acontecer. Um cavalo de madeira parece tomar vida e, em meio a uma tempestade, ela encontra um cavaleiro do reino das fadas ferido nas margens de um córrego. Kaye acaba salvando a vida dele e se apaixonando. Nessa mesma noite, seus velhos amigos encantados a procuram, se mostrando mais reais e assustadores do que nunca. Eles lhe revelam que Roiben, o cavaleiro que ela salvara algumas horas antes, é na verdade uma criatura perigosa, responsável pela morte de um de seus antigos amigos mágicos e que viera buscá-la para ser oferecida como sacrifício na Tithe, um ritual onde uma jovem e inocente mortal é sacrificada para aplacar o desejo das rainhas fadas. Entretanto, a notícia mais estranha que revelam a Kaye é que, na verdade, ela também é uma fada e que, graças a um encanto, ela consegue assumir a forma humana. Assim, Kaye deve utilizar-se desse trunfo para escapar da Tithe, tarefa que, infelizmente, terá que realizar sem a ajuda deles.

A partir daí, Kaye empenha-se numa luta frenética pela harmonia do reino das fadas e por sua própria vida. Contando apenas com Corny, um velho amigo mortal, ela é obrigada a observar as alterações de seu corpo, que, aos poucos, vai se transformando no de uma fada, aprender a dominar seus novos poderes e ajudar Roiben, que está sobre a maldição de uma das rainhas das fadas, monarca da mais sanguinolenta horda de seres mitológicos. Logo, Kaye e Roiben se tornarão as figuras centrais de uma antiga e mortal guerra entre reinos encantados.

Foi muito mais fácil e confortável prosseguir essa leitura uma vez que eu já li os três volumes da trilogia O Povo do Ar, onde Holly Black acabou se tornando minha autora favorita. Foi inevitável não comparar a formula narrativa que a autora segue, que eu percebi logo após ler The wicked King.

Tithe, ou tributo, é o romance que dá início ao universo feérico. Dentro da linha do tempo Faerie, esse livro se passa há alguns anos antes de O Príncipe Cruel, considerando o conto The Lament Of Lutie-Loo, no momento em que esse livro se passa o Príncipe Cardan ainda é adolescente. Não, Cardan não aparece nesse livro e nem é mencionado, mas as consequências vão ser vistas em O Príncipe Cruel.


Resumo

Kaye tem uma vida bem atípica, não vai à escola, vive em bares e clubes noturnos, tudo graças a sua mãe que faz parte de uma banda de Rock. Após sua mãe ser quase assassinada, as duas vão morar com a avó de Kay em Nova Jersey. De volta a casa onde viveu quando criança, Kaye espera reencontrar alguns de seus amiguinhos, supostamente imaginários, de infância. As coisas que já não andavam boas ficam mais complicadas para Kaye quando ela encontra o cavaleiro feérico Roiben, logo depois seus antigos amiguinhos reaparecem e contam que Kaye é uma fada igual a eles. O restante é uma grande trama frenética para usar Kaye como peça de um plano, mas a grande questão é: Kay já não fazia parte desse plano?



Opinião

Eu já me acostumei com a forma que a Holly desenvolve suas histórias. Você percebe que o livro tem dois atos, o primeiro bem mais

lento e com um ponto de virada para uma segunda parte cheia de reviravoltas, tramas política, mistérios e um quebra-cabeça de informações que precisa ser montado. Algo que gostei bastante e que eu não esperava, foi a mudança de ponto de vista para outros personagens. Agora eu entendo o motivo dos gringos reclamarem do Cardan não ter tido um ponto de vistas também.

Na lentidão do começo a autora vai dar espaço para conhecermos a protagonista e como ela se relaciona com as pessoas, principalmente a relação disfuncional da família. Também é nesse espaço que Kaye vai descobrindo seus poderes que estão começando a florescer. Tudo que ela descobre é novo, então não tem muito o que esperar dela em relação ao mundo feérico para nós leitores.

Já ter lido a trilogia do Povo do Ar me fez ler Tithe marcando as informações, então eu descobri o grande plot antes mesmo da protagonista descobrir toda a intriga política que estava acontecendo bem debaixo do nariz dela. Assim que os amigos feéricos da Kaye abriram a boca eu meio que saquei parte do plot, é uma informação ligada ao mistério de como Kaye, sendo uma fada, foi parar em uma família humana.

Um dia, existiram duas cortes, a iluminada e a escura, a Seelie e a Unseelie, o povo do ar e o povo da terra. Elas brigavam como uma serpente que devora a própria cauda, mas nós nos mantivemos longe de suas disputas, nos escondendo em bosques e regatos subterrâneos, e então eles nos esqueceram.

O livro passa bem a situação política do reino das fadas, que é dividido entre duas rainhas e suas cortes, Rainha da Corte Seelie e Rainha da Corte Unseelie. Foi bem espertinha a metáfora da Rainha Unseelie ter um tabuleiro de xadrez em tamanho humano. Para quem não sabe o xadrez é um duelo entre duas rainhas que usam suas cortes para dominar a outra...

O livro tem um pouco de romance, que de todo modo não me incomodou mesmo eu não gostando muito de romances. Não posso dizer que Tithe foi uma surpresa porque eu já tinha grandes expectativa, e esse livro soube suprir isso.

Ressalvas

Minhas ressalvas ficam por conta da tradução. Muita coisa traduzida da forma literal, as cortes tem um nome diferente das que eu já conhecia em O povo do Ar (Carai eu sou muito chato). Pretendo reler em inglês para confirmar algumas coisas que não ficaram claras por causa da tradução. O trabalho da Rocco nesse livro é bem porquinho, se bem que a Rocco é a editora que todo mundo menos gosta...

Estou ansioso com a continuação, para saber como vai ser resolvida toda essa questão política, se vai ter alguém para desafiar o trono da corte e como vão ficar as fadas independentes/selvagens que estão espalhadas por ai...

(Obs: É impossível não comparar o ritual do Tributo com a coroação do Príncipe Dain, foi meio que uma reciclagem atualizada e que contradiz um ponto que a Holly da como desculpa em The Queen of Nothing)

Resenha: Pestilência (Laura Thalassa)

Leia a resenha literária do livro Pestilência da autora Laura Thalassa no Thicoss. Pestilência é o primeiro livro da seríe Os Quatros Cavaleiros que esté sendo lançado pele editora ,Cabana Vermelha.

A mocinha com sindrome de estocolmo ataca novamente!
Pestilência - Os Quatros Cavaleiros #1
Laura Thalassa
Cabana Vermelha

Sinopse: Eles vieram para a Terra — Peste, Guerra, Fome e Morte — quatro cavaleiros em seus corcéis que gritavam, correndo para os quatros cantos do mundo. Quatro cavaleiros com o poder de destruir toda a humanidade. Vieram à Terra para acabar com todos nós.

Quando Peste chega à cidade de Sara Burn, uma coisa é certa: todos que ela conhece e ama estão marcados para morrer. A menos, é claro, que o cavaleiro de aparência angelical seja impedido, o que é exatamente o que Sara tem em mente quando dispara contra a fera profana em seu corcel.
Pena que ninguém lhe disse que não se pode matar a Peste.

Agora o cavaleiro, muito vivo e irritado, a fez prisioneira e está ansioso para fazê-la sofrer. Porém, quanto mais tempo passa com ele, mais incerta se sente sobre seus verdadeiros sentimentos em relação a ela... e dela em relação a ele.

E agora, bom, Sara ainda pode salvar o mundo, mas para fazer isso, precisará sacrificar seu coração no processo.

Eu realmente não sou fã de romances, por causa de alguns estereótipos irritantes dos casais protagonistas, principalmente se o casal for hétero (nada contra, tenho até amigos que são)... No entanto, o que me chamou atenção para ler Pestilence foi o uso da mitologia cristã. Principalmente relacionado ao mais assustador dos livros da Bíblia, o livro de Apocalipse.

Confesso que foi um pouco decepcionante, além do romance eu esperava um pouco de desenvolvimento da mitologia que a autora usou de base e a criada por ela, coisa que é rasa e empurrada com a bunda ao longo da narrativa. Mesmo assim Pestilence foi uma divertida leitura durante quarentena.

O casal: O ponto positivo do livro são os protagonistas, com minhas ressalvas. Sara ao longo de sua jornada de prisioneira vai tentando, de algumas formas, abrir a mente fechada do antagonista, Peste, em relação à humanidade. Peste visivelmente tem a cabeça bem programada para ter repulsa dos humanos, ele tem sempre algum comentário clichê sobre a natureza cruel e depravada dos humanos, que são os motivos de espalhar a peste. A autora aborda esses assuntos para que o leitor faça algum questionamento, mas são comentários pontuais e rasos, sem desenvolvimento, criam mais uma tensão romântica ou cômica entre os personagens do que qualquer pensamento crítico. Dei algumas risadas com as conversas desses dois, com a forma deles interagir verbalmente, tem sempre uma pontada de ironia e sarcasmo. A cena da torta é hilária, eu teria feito um barraco. A da igreja não perde também.

***

As Ressalvas: Sara tem Síndrome de Estocolmo, eu acho. Ela sofre tortura, é perfurada, fica com as mãos em carne viva, mas nada disso parece grande coisa quando ela tá com peste. (Ok ele me deu uma flechada no bucho, mas ele é tão lindo.) Beleved? Eu esperava que ela tivesse tanta repulsa por ele quanto ele sente pelos humanos, e que isso fosse diminuindo com forme eles fossem se conhecendo, mas não. A Sara fica atraída pelo Peste dês de que tenta matar ele, no início do livro. Ele é prisioneira e está atraída pelo seu carcereiro. É isso.
Outra coisa, a forma como o luto foi tratado em um determinado momento. Em uma cena Sara tá muito triste porque alguém próximo morreu de peste, alguns blocos de texto depois da tristeza a garota tá pegando no pau do Peste. Minha filha? Isso quebrou todo o clima de melancólico de uma história em que metade da humanidade está apodrecendo de um vírus criado por Deus.

Outra coisa, a forma como o luto foi tratado em um determinado momento. Em uma cena Sara tá muito triste porque alguém próximo morreu de peste, alguns blocos de texto depois da tristeza a garota tá pegando no pau do Peste. Minha filha? Isso quebrou todo o clima de melancólico de uma história em que metade da humanidade está apodrecendo de um vírus criado por Deus.


A Peste: Chamada de Febre Messiânica, é o vírus que Peste espalha pelo planeta montado em seu cavalo causando uma pandemia mundial que provoca quarentenas, evacuações de cidades, mortes em grandes escala, um verdadeiro caos mundial.

Foi interessante essa parte, uma vez que li esse livro no inicio da quarentena antes de eu ser infectado por corona vírus. No entanto a forma como a doença foi desenvolvida me decepcionou por ser muito fantasiosa, preferia mais realismo talvez por estarmos passando por algo parecido.

A peste é desenvolvida de forma insatisfatória, é uma doença que não deixa sobreviventes, a autora deixa claro que tem 100% de letalidade e controlada pelo Peste. O que soa contraditório, pois a humanidade sabe a proveniência do vírus, a letalidade, a forma mágica como se espalha, então porque ainda há pessoas indo a hospitais?! Os médicos também não estariam doentes? Essa forma mágica da doença não me agradou e muito menos como ela se resolve.

Alguém já assistiu o filme “Detetive Pikachu”? Viu a forma infantil e rápida que foi resolvido o plot? É assim mesmo em Pestilence, tão rápido e tão simples. Tem mais observações que gostaria de expor, mas essa resenha ficaria muito extensa.

***

Fato Cômico: Algo que eu achei particularmente engraçado na história é que todo mundo sabe da existência de Deus que mandou seus cavaleiros para acabar com os humanos... Mas ninguém liga para Deus ou religião, todo mundo só quer matar o coitado do Peste e acabar com o vírus. Ri muito. Não há nenhuma consideração por Deus e seu plano... Tipo, hello isso aqui é o apocalipse bíblico???

Sei que muitas pessoas vão adorar esse romance sobrenatural por causa do casal que Sara e Peste formam, mas para mim um livro vai muito além de um casal. É uma série que eu pretendo continuar, pois gostei dos personagens (cadelizei), espero que envolva mais mitologia cristã nos próximos. É claro que as histórias dos irmãos cavaleiros vai se conectar, e esse primeiro livro já deixa algumas teorias para o final da série, isso considerando um final bíblico.

Pestilência vale o entretenimento, apenas isso.

Resenha: Menino de Ouro (Abigail Tarttelin)

Menino de Ouro
Abigail Tarttelin
Globo Livros

Sinopse: A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max. Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois. É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max. Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia. No romance, Abigail Tarttelin trata de forma sensível, mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

Max é um adolescente intersexual (hermafrodita no termo popular) que se identifica como gênero masculino. Quando ele se torna vítima de violência sexual, as consequências são física e emocionalmente devastadoras e exageradas demais para um garoto de dezesseis anos, especialmente alguém que até então levou uma vida tão perfeitinha.


Apesar desse segredo Max vive razoável mente bem com isso. Ele é capitão do time de futebol, bom aluno, bonito, faz sucesso com as garotas, educado, gentil. Um verdadeiro ‘menino de ouro’. O relacionamento de Max com os pais é perfeito, ele tem um irmãozinho super inteligente, uma família perfeita aos olhos públicos, uma vez que os pais de Max são conhecidos na cidade.Tanto Max quanto seus pais não passam tempo pensando sobre sua condição ou algo relacionado, até que são forçados a isso depois do um estupro.


Alerta de gatilho! Esse livro possui cenas descritivas de estupro e outras coisa que podem ser gatilhos para algumas pessoas.

Menino de Ouro foi minha primeira releitura/leitura do ano, a primeira vez que li foi em 2015 e na época eu já havia ficado chocado. Anos depois nada mudo. Ainda é um livro que me soca no estomago de tão angustiante. Optei por esse livro justamente para fugir da bolha que os livros Jovens Adultos comerciais oferecem.


Já de cara na terceira página já acontece o estupro que Max sofre, não é spoiler assim como a condição de Max, é a linha de partida do livro, o grande plot (os grandes) são as reviravoltas que essa agressão vai causar na vida da família e de Max. A história é narrada pelo ponto de vista de vários personagens, o que é ótimo para entender o que os outros personagens pensam sobre o que está se passando e as motivações de cada um.


Você vê sempre aquela imagem de família perfeita, é claro que até as famílias ‘perfeitinhas’ tem seus problemas, aqui o ponto fora da curva desse padrão é o Daniel, irmão mais novo do Max. Durante boa parte da narrativa a mãe faz comparações entre os dois garotos. Quando passamos a narrativa par o Daniel temos as mesmas comparações com um tom de inveja, uma criança que queria ser o irmão para ter o mesmo tipo de tratamento. Daniel também tem os capítulos mais leves do livro, é basicamente a autora dando um momento para o leitor se recompor. Apesar dessa inveja que Daniel sente pelo irmão o relacionamento entre eles uma das coisas mais cativantes.


Estou começando a entender que tentar ser perfeito foi o objetivo da minha vida. Da nossa vida. Tentar ser essa pessoa sorridente e sem defeitos, nessa família amorosa e feliz que se encaixa perfeitamente nessa cidadezinha bonita e inofensiva.

Com forme a narrativa avança o livro começa um tom... Melodramático? Porque é realmente uma montanha russa de emoções a cada novo arco: angustia, tristeza, revolta. O drama familiar que se instala é bem forte, mesmo entrando em colapso a família continua com sua rotina de aparências. Em meio ao caos temos Max procurando se entender como alguém do gênero masculino ou feminino e para isso temos a narração da medica de Max que narra alguns termos mais técnicos para nós que somos leigos, mas tudo dentro das capacidades da personagem.


Quando eu era pequeno, os médicos me chamaram de hermafrodita. Essa palavra tem muito estigma, mas como palavra, por si só, prefiro essa. É uma coisa. Não é algo entre duas coisas.

No geral, Menino de ouro é foi uma leitura excelente. Minhas ressalvas foram apenas em alguns momentos no meio da história, onde Max começa a se questionar mais como individuo e o futuro, há blocos muitos densos de pensamentos que dão uma lentidão na narrativa que até então era consideravelmente boa. Durante minha releitura percebi que minha tolerância com o Daniel tinha mudado, em 2015 ele era meu personagem favorito, mas durante a releitura confesso que pulei alguns capítulos dele por ser irritantemente infantil... Será que eu odeio crianças?


Mesmo tendo as várias temática adolescente que são apresentado em outros livros e mídias, a forma que Abigail tratou essas cenas foi bem desenvolvida e agradável. A cena do inicio já é bem chocante, então a autora não repete isso, todos os outros arcos que poderiam ter cenas descritivas chocantes foram bem trabalhadas e deixadas a cargo da percepção e emoção do leitor. A autora usa o corte abrupto na narração, dando continuidade em outro capítulo, com outro narrador e espaçamento de tempo.


Bem você não é um homem só porque gosta de futebol, e não é uma mulher só porque se sente atraída por homens, e não deixa de ser mulher porque gosta de ser a única que mete, e não deixa de ser um cara só porque gosta de receber ou porque as vezares chora em filmes bobos.

Se puder leia Menino De Ouro, um romance contemporânea emocionante, educativa e informativa sobre busca de identidade, sexo, e principalmente gênero. Com certeza vai perdurar entre meus livros favoritos sem mudança de avaliação.


Às vezes, eu ainda sinto que há dois de mim: uma imagem limpa e impecável, e outra imperfeita e rachada, um menino, uma menina, uma voz que fala em voz alta e outra que sussurra em meu ouvido; um publicamente conhecido por ter ficado perturbado, mas agora em recuperação, o outro que privadamente perdeu alguma coisa que tem a ver com inocência e ganhou algo que tem a ver com sabedoria e vida adulta, e que nunca poderá ser desfeito. Sinto que às vezes há coisas que me rasgam em duas direções, que há dois conjuntos de pensamentos que crescem lado a lado. Mas me dou conta que sou inteiro, seja lá o que isso signifique ou deixe de significar; eu sou completo, sem necessidade de acréscimos ou alterações.

Resenha: The Wicked King (Holly Black)

The Wicked King – O Povo do Ar #2
Holly Black
Little Brown Books For Young Readers

Sinopse: Você deve ser forte o suficiente para atacar, atacar e atacar novamente sem se cansar.

A primeira lição é tornar-se forte.

Após a revelação de que Oak é o herdeiro de Faerie, Jude deve manter seu irmão mais novo seguro. Para isso, ela se tornou senescal do rei perverso Cardan sendo o poder por trás do trono. Navegar nas alianças políticas em constante mutação de Faerie já seria bastante difícil se Cardan fosse fácil de controlar. Mas ele faz tudo ao seu alcance para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio por ela permaneça inalterado.

Quando se torna muito claro que alguém próximo a Jude pretende traí-la, ameaçando sua própria vida e a vida de todos que ela ama, Jude deve descobrir o traidor e lutar contra seus próprios sentimentos complicados por Cardan para manter o controle como mortal em Faerie.

Holly Black é certamente a melhor autora de contos de fadas modernos, principalmente pelo background do folclore celta que a mesma tem bastante domínio.

Quando o segundo livro da série Povo do Ar começa, a heroína, Jude Duarte, instalou-se como senescal do novo Grande Rei, o cruel Cardan, obrigando ele a obedecê-la por um ano e um dia. Não é apenas uma forma de se agarrar ao poder; Jude espera ganhar tempo para seu irmão mais novo, Oak, amadurecer antes que ela possa guiá-lo no trono. Mas como um mortal vivendo na terra das Fadas, o poder de Jude é desafiado a todo momento.

Enquanto o tabuleiro é montado e cada peça se estabelece para o primeiro passo, alguém tenta assassinar o novo rei. Uma previsão alerta que alguém próximo a Jude a traiu, mas ela não sabe quem. O irmão do grande rei, Balekin, conspira com Orlagh, rainha do reino submarino, que está ameaçando uma guerra contra a superfície. E ainda por cima, Jude tem que lidar com seu próprio relacionamento de amor e ódio com Cardan; ela não sabe se quer beijar ou matar o rei.

The wicked king - resenha
Art: rosiethorns88 - reprodução

Minha Analise


Primeiramente, a narrativa segue a mesma estrutura do primeiro livro: O livro inicia com um flashback, a primeira metade é de desenvolvimento da trama, a segunda metade é toda a ação. Assim como no livro anterior, a primeira parte é um pouco arrastada, cheio de descrições e de espaço para desenvolver os personagens secundários que são cheios de contradições. Quando chegamos ao primeiro capítulo da segunda metade, é quando o jogo de xadrez se apresenta para Jude, e ela é um bispo em desvantagem.

Somente pelo fato de Jude ser humana entre feéricos já a deixa em desvantagem, ter uma barganha com príncipe Cardan também não é vantajoso. O uso de sua barganha foi para as coisas mais estúpidas possíveis, o grande poder de Jude é poder mentir e enganar. Ainda estou cético sobre o romance entre Cardan e Jude, a atração mútua está relacionado com seu ódio igualmente mútuo? É algo contraditório; Toda Faerie é contraditório.

Black é ótima na construção de mundo, ela tem bastante conhecimento do folclore europeu e o usa de forma fiel ao folclore da região. E sim, grande parte do que é apresentado no livro não é de criação da autora. Visivelmente Black tem fascinação por criaturas mágicas e é uma historiadora voraz de contos de fadas antigos.

The Wicked King é cheio de reviravoltas. A cada passo, aumentam a tensão e aumentam os riscos. A forma que o livro termina deixa o leitor ofegante por mais um capítulo.

Resenha: Filha das Trevas (Kiersten White)

Filha das Trevas – Saga da Conquistadora # 1
Kiersten White
Plataforma21

Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.

Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.

Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.

Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.
Desde o momento em que veio ao mundo, Lada Dragwlya foi vista como pouco mais que uma decepção. Uma garota cujo único objetivo seria se casar para fortalecer laços políticos. Nascida de um pai que desvaloriza as mulheres, Lada está determinada a provar seu valor como mulher, com sede de sangue e crueldade. Lada é a escuridão da luz de Radu, seu irmão mais novo que encanta líderes e aristocratas, um herdeiro legítimo do trono da Valáquia do Príncipe Dragão, mas sem a sede necessária para comandar sua nação.

Dentro das muralhas do império dragão, seu pai manda embora o único amigo de Lada, Bogdan, filho de sua ama e companheira constante. Lada finalmente vê o homem frio e calculista que seu pai é. Para manter seu poder, o pai de Lada concorda em abandonar seus filhos sob o disfarce de sua educação, realizado na propriedade do sultão otomano.

Enquanto Radu se maravilha com os ensinamentos religiosos, Lada é uma jovem feroz determinada a aprender as belas artes do derramamento de sangue e da guerra, antes de retornar à sua terra natal, onde pretende conquistar.

Minha Opinião


Para um livro extremamente endeusado por ter uma protagonista mulher e “empoderada”, ao meu ponto de vista, os momentos de empoderamento de Lada podem ser contados nos dedos de uma mão em todo o livro.

Lada é sem dúvida a personagem mais insensível e selvagem que já li. Mostrar afeto é uma fraqueza e Lada não permiti que Radu seja usada contra ela, uma característica herdada de seu pai. Lada é bem objetiva e convicta naquilo que deseja que chaga a ser irritante. No entanto, parte da objetividade da personagem se perde no momento em que ela atinge a adolescência. É quando Lada começa a ficar entediante.

Radu foi o personagem que mais me motivou a continuar a leitura, o mesmo teve mais elementos a acrescentar na narrativa do que a própria Lada. É também o que teve melhor desenvolvimento ao longo de todo livro, foi bem prazeroso de acompanha a evolução do personagem.

Pulando para a adolescência e onde a história começa a tomar forma, os irmãos encontram um sentimento em comum por Mehmed, o filho do sultão. Insuportável da *****. Naturalmente, ele começa a se apaixonar por Lada, mas Radu se apaixona pelo jovem sultão, incapaz de identificar o porquê sente atração por homens quando a sociedade dita que ele deve se casar ou ser excluído da sociedade. Mehmed foi frustrante. Ele não estava disposto a forçar limites e parecia alheio às afeições de Radu, embora o relacionamento deles parecesse muito mais íntimo do que um relacionamento heterossexual entre amigos.

O romance entre lada e Mehmed é bem forçado, há momento que o dialogo entre os dois parece ter saído de uma fic do tipo “O Amigo do Meu Irmão” (esse tipo de fic que você já deve ter visto repetidamente no wattpad) O relaciona mento entre os dois, que eu não acredito que seja amor, foi uma pedra no sapato para o relacionamento entre os irmãos, que já não era bom, quanto para Lada. Ela cria articulações, mata, se afasta do irmão e têm algumas atitudes estúpidas, ela acaba perdendo a essência da personagem do início do livro apenas para levar Mehemed ao posto de sultão. Tudo por uma obsessão de Mehemed em conquistar Constantinopla.

Acredito que Mehemed sabe do sentimento de ambos e usa isso para manipulá-los a todo o momento, é um personagem que merece o beneficio da dúvida, ele não é sincero com os irmãos e está sempre escondendo algo de sua vida.

O ponto alto de Lada é o final, quando a personagem, finalmente, cai em si e toma a decisão que poderia ter tomado bem antes, mas que desistiu por causa de quem? Quando Lada decide não ser mais bispo(peça de xadrez) de num homem foi quando passei a gostar um pouco mais da personagem.

A pesar de a escrita ser fluida e fácil, a narrativa é lenta em 70% do livro, chega a ser maçante, principalmente em alguns capítulos narrados por Lada, há capítulos que não acrescentaram em nada no livro. Há muitas informações detalhadas e esquecíveis, a motivação dos personagens são questionáveis. A obsessão de Mehemed em conquistar um território que não lhe pertence, sacrificando a vida de milhares de pessoas, a penas para ser aquele a cumprir uma profecia religiosa foi a coisa mais tosca que já li. No entanto, segundo os historiadores, esse idiota realmente existiu e é venerado até hoje como Mehemed o conquistador.

Eu adorei Radu, foi um personagem de crescimento brilhante. Lada não é tão péssima, mas deixou a desejar. Em um império no qual os homens detêm o poder, ela não tem medo de questionar lealdades, decisões e estereótipos sexistas da época. Acredito que ela tomará o rumo certo na continuação.

Resenha: The King's Men (Nora Sakavic)

The King's Men – All For The Game #3
Nora Sakavic
Smashwords

Sinopse: Agora, “Neil Josten” é só uma questão de tempo. Ele sabia que quando chegasse à Universidade de Palmetto State não sobriviveria até o final do ano letivo, mas com sua morte ao virar da esquina, agora existem muito mais razões para permanecer vivo.
Torna-se amigo das Raposas era algo totalmente desaconselhável. Beijar alguém da equipe era inconcebível. Neil sempre pensou duas vezes antes de se envolver com alguém, estando tão próximo de seu fim, mas Andrew nunca foi a pessoa mais fácil de manter-se distante. Se ambos disserem que seu relacionamento não significa nada, talvez, Neil não se arrependa, mas há uma pessoa que Neil não pode enganar: ele mesmo.
Neil tem promessas a serem cumpridas e uma equipe para chegar ao campeonato, isso se conseguir fugir de Riko por um pouco mais de tempo, mas Riko não é o único pesadelo que o atormenta. Contar a verdade acabaria com todos ou seria a única oportunidade de Neil se salvar?
Depois de incontáveis passagens desesperadoras, ataques de ódio e lambeção de ship’s, The King’s Men encerra a trilogia All For The Game de forma otimista e previsível, mas o previsível aqui significa bom.

The King’s Men cumpre seu papel em concluir de forma agradável o ciclo das Raposas em busca do campeonato, a busca de Neil por sua liberdade e a construção da confiança mútua entre as Raposas. O livro tem seus pontos positivos e negativos, no entanto os negativos se sobressaíram por serem forçados e abruptos para uma conclusão de trilogia.

Vou citar abaixo os pontos negativos e positivos do livro, ou seja, vai ter spoler. Caso não tenha lido você pode ler online aqui, a tradução em formato epb e pdf será liberado dia 31 - 15:00.


Conceito do Titulo. (Ponto positivo)
Dessa vez a autora não foi tão literal. The King’s Men é uma referencia aos homens de confiança de um monarca. No caso, esses homens são distinguidos pelos números em seus rostos: Kevin, Neil e Jean. Os três estão longe de ser os homens de confiança do rei (Riko), estão mais para pets, mas é uma metáfora que a autora usa sempre com referencias a monarquia, declínio de poder e ascensão de um rei.

Desenvolvimento. (Ponto negativo)
O modo em que a autora decidiu desenrolar o enredo foi algo que me incomodou quase o livro todo. Às vezes tinha a sensação de estar lendo blocos e blocos de enrolação desnecessária apenas no intuito de ter capítulos mais longos. Nesses mesmos capítulos a narrativa fica cansativa, mas para não ficar arrastado a autora insere um pouco do romance no meio ou no final só para dar um gás. O romance não é incomodo, de forma alguma, mas a autora usa ele como plot principal, parecia mais uma carta curinga para segurar os leitores. Nora se aproveitou tanto desse romance, igual o Silvio Santos se aproveita de Carrossel, que deixou muita coisa para o final. Faltando pouco para terminar, o livro entra em uma onda frenética de acontecimentos, salto temporal e tentativas falhas de desenvolver personagens e resoluções nada convincentes.

O ponto em comum entre Renee e Andrew. (Ponto positivo)
Em The Foxhole Court Renee deixa a entender que ela e Andrew têm algo em comum, quando diz que ambos se entendem. TKM finalmente revela a forte ligação de “entendimento” que há entre os dois e o porquê de duas pessoas, aparentemente, diferentes serem “parceiros”. Ambos compartilham uma infância trágica e cruel de abusos físicos e psicológicos, tais abusos que acabaram por afetar a personalidade dos personagens. O elo deles não é apenas sentimental, também é físico e se materializa nas facas que Andrew sempre carrega com sigo, facas que carregam todo um simbolismo.


Característica psicológica dos personagens. (Ponto positivo)
Neil, Andrew e Renee são personagens que sofrem de distúrbio de personalidade, cada qual com seus gatilhos relacionados à suas experiências passadas.
Neil é uma persona que conquistou a empatia dos leitores, no entanto quando essa persona sai de cena dando entrada para Nathaniel é quase que um choque. Nathaniel é insuportável e me fez quase perder total ligação com Neil.
O gatilho de Renee é tocado de forma dispersa logo no primeiro capítulo, assim como Andrew o gatinho vem acompanhado de uma descaracterização facial da personagem.


Aparições irrelevantes que não acrescentaram em nada. (Ponto negativo)
A vontade de Nora em servir os fãs com Andrew e Neil fez as coisas se apressarem da metade para o final, e para resolver o outro plot principal a autora enfia personagens inesperados resolvendo tudo de maneira imediatista.
Dois personagens ligados ao Neil entram na história, mas um deles é questionável: a forma como é introduzido, o que ele faz ao decorrer da história e as informações que ele passa. Conclusão: mesmo se esse personagem não tivesse sido introduzi não faria diferença porque ele não tem relevância alguma.

Diminuir o potencial de uma mulher para enfatizar o potencial de um homem. (Ponto negativo)
Misoginia e empoderamento feminino foram assuntos recorrentes, principalmente por se tratar de esporte, as Raposas tem uma capitã, as personagens femininas não se rivalizam e cada qual tem seu potencial, no entanto... A militância cai por terra no momento em que a autora faz de Renee uma jogadora patética apenas para aumentar as habilidade de Andrew. Há um momento em que a autora tenta justificar essa queda de rendimento da jogadora, mas a justificativa não desce. Da pena da personagem. Em dois livros nós, leitores, já sabíamos que Andrew tinha uma capacidade fora do comum então não havia motivos da personagem mulher ser tão má aproveitada por causa de um homem.

A evolução de Kevin. (Ponto negativo)
Ele não evolui, é simples. Kevin continua sendo o mesmo o livro todo, não há crescimento. Só no penúltimo, o penúltimo, fuck penúltimo capítulo o personagem sofre uma mudança drástica, forçada por sinal. Não tenho nem muitas palavras sobre isso, Kevin é a maior decepção do livro.

O final previsível que todo mundo esperava. (Ponto positivo)
O enredo tinha dois rumos a ser tomados: um mais sombrio e dramático ou previsível e otimista. Nesse caso, ter optado pelo previsível foi um acerto da autora, a meu ver. Nós acompanhamos as Raposas passar por todos os tipos de situações desesperadoras ao longo da trilogia e isso criou uma expectativa otimista para o final. Tudo que eu e as pessoas que comentaram depois de ler os capítulos esperávamos era o final da forma que aconteceu. TKM já vinha de um final sombrio em TRK, então a autora foi mais soft e focou mais na relação entre as Raposas e menos na violência.

Epílogo aleatório. (Ponto negativo)
The King’s Men se encerra de forma satisfatória e ainda dá uma lição de moral: o que vai volta e volta em dobro. Quando digo “satisfatória” me refiro até o capítulo final, epílogo não incluso. O epílogo é um balde de água fria, a autora resolveu todos os problemas com a mesma fórmula forma. Riko foi o tipo de antagonista que merecia um purgatório, enxergar tudo que ele conquistou desmoronar, mas a autora resolveu poupara o antagonista dessa dor e lhe deu um final bem melhor do que ele merecia.


The King’s Men nem de longe é o melhor livro da trilogia, esse título fica para The Raven King, no entanto ele entrega tudo o que os leitores esperavam para o final dessa história. Para quem esperava o desabrochar do relacionamento entre Neil e Andrew, vocês vão surtar com os momentos dramáticos, divertidos e de sexo (não descritivo, não muito). The King’s Men é um verdadeiro fã service.


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